Pages

27 de julho de 2010

Bebendo Suco de Laranja para a Glória de Deus


por John Piper

Quando me perguntam: “A Doutrina de Depravação Total é bíblica?”, minha resposta é: “Sim”. Uma das coisas que pretendo dizer com esta resposta é que todas as nossas ações (sem a graça salvadora) são moralmente maculadas. Em outras palavras, tudo o que o incrédulo faz é pecaminoso e, portanto, inaceitável a Deus.

Uma de minhas razões para crer nisto encontra-se em 1 Coríntios 10.31: “Quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus”. É pecado desobedecermos este mandamento das Escrituras? Sim.

Por isso, chego a esta triste conclusão: é pecado alguém comer, ou beber, ou fazer qualquer outra coisa, se não for para a glória de Deus. Em outras palavras, o pecado não é apenas uma lista de coisas prejudiciais (matar, roubar, etc.). Pecamos quando deixamos Deus fora de consideração nas realizações triviais de nossa vida. Pecado é qualquer coisa que fazemos, que não seja feito para a glória de Deus.

Mas, o que os incrédulos fazem para a glória de Deus? Nada. Conseqüentemente, tudo o que eles fazem é pecaminoso. É isso que pretendo dizer, quando afirmo que, sem a graça salvadora, tudo que fazemos é moralmente ruim.

Evidentemente, isto suscita uma questão prática: como podemos “comer e beber” para a glória de Deus? Tal como, por exemplo, beber suco de laranja no café da manhã?

Uma das respostas encontra-se em 1 Timóteo 4.3-5:

...[alguns] proíbem o casamento e exigem abstinência de alimentos que Deus criou para serem recebidos, com ações de graças, pelos fiéis e por quantos conhecem plenamente a verdade; pois tudo que Deus criou é bom, e, recebido com ações de graças, nada é recusável, porque, pela palavra de Deus e pela oração, é santificado.

Suco de laranja foi criado para ser “recebido com ações de graças, pelos fiéis e por quantos conhecem plenamente a verdade”. Portanto, os incrédulos não podem usar suco de laranja para cumprir o propósito que Deus tencionou — ou seja, uma ocasião para ações de graça sinceras, dirigidas a Ele, provenientes de um coração de fé.

Mas os crentes podem, e esta é a maneira como glorificam a Deus. O suco de laranja que eles bebem é santificado “pela palavra de Deus e pela oração” (1 Tm 4.5). A oração é a nossa humilde resposta de agradecimento do coração. Crer nesta verdade, apresentada na Palavra de Deus, e oferecer ações de graça, em oração, é uma das maneiras de bebermos suco de laranja para a glória de Deus.

A outra maneira é bebermos com amor. Por exemplo, não insista na porção maior. Isto é ensinado no contexto de 1 Co 10.33: “Assim como também eu procuro, em tudo, ser agradável a todos, não buscando o meu próprio interesse, mas o de muitos, para que sejam salvos”. “Sede meus imitadores, como também eu sou de Cristo” (1 Co 11.1). Tudo o que fazemos — inclusive beber suco de laranja — pode ser feito com a intenção e a esperança de que será proveitoso para muitos, a fim de que sejam salvos.

Louvemos a Deus porque, pela sua graça, fomos libertos da ruína completa de nossos atos. E façamos tudo, quer comamos, quer bebamos, para a glória de nosso grande Deus!


Fonte: Voltemos ao Evangelho
Extraído do livro: Penetrado pela Palavra, de John Piper.


22 de julho de 2010


The greatest gift I ever had
Came from God; I call him Dad!


Autor Unknown

20 de julho de 2010

WWJD? - Trailer




Vocês já devem ter lido ou ouvido falar do livro Em seus passos, o que faria Jesus? do Charles Sheldon. Eu li o livro já faz um tempo e adorei e essa semana assisti o filme baseado no livro. Vale a pena ver o filme, claro que ele é apenas uma parte do que é falado no livro. Pra quem não leu o livro e nem viu o filme, recomendo os dois!




Imagem via: FishForPeople

Mark Driscoll - 7 Falsificações do Arrependimento - Parte I e II



A vaidade da falsa adoração

NATUREZA REAL DA VERDADEIRA ADORAÇÃO

As pessoas imaginam que, se elas frequentarem um culto religioso, forem reverentes em seu comportamento, participarem do período de hinos, ouvirem respeitosamente o pregador, e contribuírem com ofertas, então realmente adoraram a Deus. Pobres almas iludidas… um engano que é levado adiante pelo falso-profeta e explorador do dia. Contra toda esta ilusão, temos as palavras de Cristo em João 4.24, que são surpreendentes em seu caráter restritivo e pungente: “Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade”.

A VAIDADE DA FALSA ADORAÇÃO

“Bem profetizou Isaías acerca de vós, hipócritas, como está escrito: Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim; em vão, porém, me honram, ensinando doutrinas que são mandamentos de homens” (Marcos 7.6,7). Estas palavras solenes foram ditas pelo Senhor Jesus aos escribas e fariseus. Eles vieram a Ele com a acusação de que Seus discípulos não se conformavam às suas tradições e práticas em relação à pureza e lavagens cerimoniais. Em Sua resposta, Cristo expôs a inutilidade da religião deles.

Estes escribas e fariseus estavam levantando a questão do “lavar de mãos” cerimonial, enquanto seus corações permaneciam sujos perante Deus. Oh, querido leitor, as tradições dos antigos podem ser diligentemente seguidas, suas ordenanças religiosas observadas estritamente, suas doutrinas devocionalmente guardadas, e ainda assim a consciência jamais foi sondada na presença de Deus quanto a questão do pecado. O fato é que a religião é uma das maiores obstruções para a verdade de Deus abençoar as almas dos homens.

A verdade de Deus nos leva a um nível em que Deus e o homem são tão distantes quanto o pecado é da santidade: portanto, a primeira grande necessidade do homem é purificação e reconciliação. Mas a “religião” atua na suposição de que a depravação e culpa humanas podem ter relacionamento com Deus, podem aproximar-se dEle, e mais, adorá-lO e serví-lO. Por todo o mundo, a religião humana é baseada na falácia de que o homem pecador e caído pode ter um relacionamento com Deus. A religião é um dos principais meios usados por Satanás para cegar a humanidade quanto à sua verdadeira e terrível condição. É o anestésico do diabo para fazer pecadores perdidos sentirem-se confortáveis e tranquilos em seu vil afastamento de Deus. A religião esconde deles Deus em Seu verdadeiro caráter – um Deus santo que é “tão puro de olhos, que não podes ver o mal, e a opressão não podes contemplar” (Hb 1.13).

Teremos muito esclarecimento em relação a este ponto de nosso assunto se considerarmos atentamente o abominável incidente registrado em Mateus 4.8,9: “Novamente o transportou o diabo a um monte muito alto; e mostrou-lhe todos os reinos do mundo, e a glória deles. E disse-lhe: Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares”. O diabo busca adoração. Quão poucos na cristandade estão alertas quanto a isto, ou percebem que as principais atividades do inimigo se mantêm na esfera religiosa!

Escute o testemunho de Deuteronômio 32.17 – ”Sacrifícios ofereceram aos demônios, não a Deus; aos deuses que não conheceram”. Isto se refere a Israel em seus primeiros dias de apostasia. Escute agora 1 Coríntios 10.20 “Antes digo que as coisas que os gentios sacrificam, as sacrificam aos demônios, e não a Deus”. Que luz isto nos lança sobre a idolatria e abominações do paganismo! Ouça mais uma vez 2 Coríntios 4.4 “Nos quais o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus”. Isto significa que Satanás é o inspirador e dirigente da religião do mundo. Sim, ele busca adoração, e é o promotor principal de toda falsa adoração.

A EXCLUSIVIDADE DA VERDADEIRA ADORAÇÃO

“Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade.” (João 4.24). Este “importa” é definitivo; não existe alternativa, não há escolha neste assunto. Não é a primeira vez que temos esta palavra profundamente enfática no Evangelho de João. Existem dois versículos notáveis em que isto ocorre anteriormente. “Não te maravilhes de te ter dito: Necessário vos é nascer de novo” (João 3.7). “E, como Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do homem seja levantado” (João 3.14). Cada uma dessas três “necessidades” é igualmente importante e inequívoca. (N.T.: No original, a palavra usada pelo autor sempre é “must”).

A primeira passagem faz referência a Deus Espírito, pois é Ele quem regenera. A segunda refere-se à obra de Deus Filho, pois foi Ele quem fez a expiação pelo pecado. A terceira faz referência a Deus Pai, pois é Ele quem procura adoradores (João 4.23). Esta estrutura não pode ser alterada: apenas aqueles que nasceram do Espírito, que repousam sob a obra expiatória de Cristo, que podem adorar o Pai.

Citando novamente as palavras de Cristo à religiosidade de Seus dias, “Este povo honra-me com os lábios, Mas o seu coração está longe de mim; Em vão, porém, me honram” (Marcos 7.6,7). Ah, meu leitor, o mundano pode ser um filantropo generoso, um religioso sincero, um denominacionalista zeloso, um membro de igreja devoto, um assíduo participante da comunhão, ainda assim ele não é mais capaz de adorar a Deus que um mudo é de cantar. Caim tentou e falhou. Ele não foi irreligioso. Ele “trouxe do fruto da terra uma oferta ao SENHOR.” (Gênesis 4.3), mas “Mas para Caim e para a sua oferta [Deus] não atentou”. Por quê? Porque ele se recusou a aceitar sua condição incapaz e sua necessidade de um sacrifício expiatório.

Para se adorar a Deus, Deus deve ser conhecido: e Ele não pode ser conhecido a não ser por Cristo. Muito pode ser ensinado e crido sobre um “Deus” teórico ou teológico, mas Ele não pode ser conhecido à parte deo Senhor Jesus. Ele disse “Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.” (João 14.6). Portanto, é uma crença artificial pecaminosa, uma ilusão fatal, uma farsa maligna, levar pessoas não-regeneradas a imaginarem que elas podem adorar a Deus. Enquanto o pecador permanece longe de Cristo, ele é “inimigo” de Deus, um filho da ira. Como então poderia ele adorar a Deus? Enquanto permanece em seu estado não-regenerado ele está “morto em seus pecados e delitos”. Como, então, ele pode adorar a Deus?

O que foi dito acima é quase universalmente repudiado hoje, e repudiado em nome da Religião. E, repetimos, religião é o principal instrumento usado pelo diabo para enganar almas, ao insistir – não importa que seja a “religião budista” ou a “religião cristã” – que o homem, ainda em seus pecados, pode manter um relacionamento e aproximar-se do Deus três vezes santo. Negar essa idéia é provocar a hostilidade e ser censurado a ponto de ser uma oposição a todos os meros religiosos. Sim, isto foi muito do que levou Cristo a ser odiado impiedosamente pelos religiosos de Seus dias. Ele refutou suas afirmações, expôs sua hipocrisia, e então provocou seu ódio.

Aos “príncipes dos sacedotes e anciões do povo” (Mateus 21.23), Cristo disse “os publicanos e as meretrizes entram adiante de vós no reino de Deus” (Mateus 21.31) e no final de seu discurso é dito que estavam “pretendendo prendê-lo” (v. 46). Eles atentaram para coisas externas, mas seu estado interno foi negligenciado. E por que os “publicanos e fariseus” entraram no reino de Deus adiante deles? Porque nenhuma pretensão religiosa obstruiu seu caminho; eles não tinham uma profissão de justiça própria para manter a qualquer custo, nem uma reputação piedosa para zelar. Pela pregação da Palavra, foram convencidos de seu estado de perdição, então colocaram-se no devido lugar diante de Deus e foram salvos. Algo que só pode acontecer com adoradores.

Arthur W. Pink


Traduzido por Josaías Jr

Fonte: iPródigo

29 de junho de 2010

Love Letter from GOD!!!

Devocional: "O Senhor é o Dr. Livingstone?"




É caro servir a Cristo. Jesus disse; "calcule o preço"(veja Lc 14:28).
Mais ou menos duzentos anos atrás, havia dois irmãos escoceses chamados John e David livingstone. John decidiu ganhar dinheiro e ficar rico. Ele conseguiu. Mas uma antiga edição da "Enciclopédia Britânica"diz simplesmente que ele era "irmão de David Livingstone".

E quem foi David Livingstone? Enquanto John se dedicava a ganhar dinheiro, David ajoelhava-se e orava. Quando se entregou a Cristo, ele resolveu: "Não vou valorizar nada do tenho, a menos que tenha relação com o Reino de Deus". Em seu túmulo, na Abadia de Westminster, está escrito: "Trinta anos de sua vida foram gastos no esfroço incansável da evangelização".
No seu aniversário de 59 anos, David livingstone escreveu: "Meu Jesus, meu Rei, minha Vida, meu Tudo; novamente didico todo o meu ser a ti"

Extraído: Livro Dia a dia com Jesus/Billy Graham

28 de junho de 2010

As palavras mágicas da Bruxaria Gospel!!!!



Se vocês permanecerem em mim, e as minhas palavras permanecerem em vocês, pedirão o que quiserem, e lhes será concedido. (João 15.7 NVI)


“Cabummm”! Com estas palavras mágicas, candidatos a feiticeiros e super-heróis evangélicos têm prometido mover céus e terra através da fé. Cura de doentes terminais, conquista de amores impossíveis, eleição para cargos do alto escalão político, enriquecimento relâmpago: tudo é possível de se alcançar. O inacreditável está a um passo de nós.
Cristãos mais ortodoxos e tradicionais retrucam, alegando exageros nesta interpretação. Neopentecostais revidam, defendendo uma observação literal da passagem em debate. Cá entre nós, parece que os apimentados neopentecostais tem boa dose de razão. Note que o texto é claro: “Vocês pedirão o que quiserem, e lhes será concedido”.
Mas, espere um pouco. As palavras anteriores do mesmo texto exigem uma nova interpretação da passagem. Elas afirmam que “Se nós permanecermos em Cristo, e Suas palavras permanecerem em nós, pediremos o que quisermos, e nos será concedido.” (João 15.7, adaptado).
O texto é claríssimo. Tudo o que pedirmos a Cristo nos será dado. Só que não para por aí. O melhor está nas entrelinhas da mensagem. Lamento jogar água nas labaredas da interpretação neopentecostal, mas precisamos mirar nossos olhos na essência da mensagem do Mestre.
O que acontece é que quando nós permanecemos em Cristo, e as suas palavras permanecem em nós, a qualidade dos nossos pedidos muda. E como muda! Quando nos alimentamos dia e noite da Palavra de Deus, e quando Cristo realmente habita e dirige nossas vidas e corações, acredite, nossos pedidos tem outro propósito e sentido.
Não usamos mais essas palavras de Jesus como vara de condão, nem como palavras mágicas tiradas de livro de bruxaria, aprendendo assim a técnica de arrancar milagres do céu. Não mais “botamos Deus contra a parede” exigindo que, mediante demonstração da nossa fé, nos ajude a passar em concursos públicos, vestibulares, que nos dê rios de dinheiro, nem que cure nossos parentes e amigos de doenças terminais.
Quando as palavras de Jesus abundam em nossos corações, aprendemos a orar como o próprio Jesus: “Pai, acima de tudo, seja feita a tua vontade, e não a minha” (Lc 22.42). Jesus reafirmou o valor de sua relação com Deus pedindo que fosse “feita a Sua vontade, assim na terra, como no céu” (Mt 6.10).
O mais gostoso na vida cristã e depender totalmente de Deus. Saber que Ele cuida de nós. Que esquadrinha nosso futuro (Sl 139). Que nos sustenta (Sl 145.14). Que renova, diariamente, suas misericórdias sobre nossas vidas (Lm 3.22). Que nos ama (Jo 3.16). E que move céus e terra para que não andemos ansiosos por coisa alguma das nossas vidas, como por exemplo, quanto ao que haveremos de comer, beber ou vestir, afinal de contas, Ele sabe que precisamos de todas essas coisas (cf. Mt 6). Devemos buscar conhecer mais o Deus que servimos e que nos salvou. Devemos aprender a depositar nEle nossa confiança, pois Ele tem, de maneira extraordinária e inigualável, “cuidado de nós” (1 Pedro 5.7).
Francisco Helder Sousa Cardoso 
Via: Genizah


21 de junho de 2010

11 de junho de 2010

Struck - The Film




Porque todo mortal já passou por isso.....rsrsrs

Bom final de semana!!!

10 de junho de 2010

A Bíblia Contém....

Jesus adverte os que buscam sinais e falsos profetas!!!

Evangelho Terapêutico

Por Mark Driscoll

A igreja contemporânea geralmente proclama um evangelho de auto-satisfação. Este evangelho foi influenciado pelo psicólogo não-cristão Abraham Maslow e sua hierarquia de necessidades, na qual ele afirma que as pessoas se movem à partir de suas necessidades básicas de sobrevivência, até as necessidades superiores de auto-realização de seu potencial pleno, em busca de se fazer tudo o que desejam. O problema com a teoria de Maslow é simples, mas muito significativo: ele estabelece o ser humano como o seu próprio deus, em sua própria missão em busca da sua própria glória. Dentro deste quadro, não existo para Deus, mas, ao invés disso, Deus é que existe para mim. Por exemplo, se a oração do Pai Nosso fosse reescrita de acordo com as prioridades de Maslow, ficaria assim “Venha o meu reino, seja feita a minha vontade, porque meu é o reino, o poder e a glória”.

O evangelho da auto-satisfação da igreja contemporânea essencialmente aceita a hierarquia de Maslow e ensina que Deus existe para capacitar cada um de nós para realizar nosso potencial pleno. Assim, neste evangelho terapêutico, você usa Jesus para alcançar seus fins, que podem variar da saúde até a riqueza, contentamento emocional ou qualquer que seja a visão pessoal que você tenha para alcançar sua própria glória. Assim, o que impede a realização do nosso potencial pleno não é que sejamos pecadores, mas o fato de não nos amarmos o suficiente e não termos autoestima e pensamento positivo suficiente. Deus existe para nos adorar e o faz ao dizer o quanto somos adoráveis e valiosos. Neste evangelho, a cruz é um reflexo do meu grande valor, porque Deus me acha tão adorável e valioso, que está pronto a morrer por mim para que eu possa me amar, crer em mim mesmo e alcançar minha completa glória.

Este evangelho terapêutico é um falso evangelho e inimigo da missão por inúmeras razoes. Primeiro, ele não me convoca a amar a Deus e ao meu próximo, mas apenas a amar a mim mesmo. Segundo, ele não me chama para a missão de Deus, mas chama Deus para a minha missão. Terceiro, ele não me chama para ser parte da igreja servindo na missão de Deus, mas para usar a igreja para me tornar uma pessoa melhor. Quarto, ele não me chama a usar meu dom ou dons espirituais para edificar a igreja, mas para realizar meu potencial pleno. Quinto, ele pega o orgulho, que Santo Agostinho chama de mãe de todos os pecados, e o reapresenta como autoestima, a serva de todas as virtudes.

Via: Púlpito Crsitão

2 de junho de 2010

Bom Feriadooo!!!!!!!!!!!!!!!!

Não Estou Salvo!!!!!!!!!!!!


C.H. Spurgeon
“Passou a sega, findou o verão, e nós não estamos salvos” (Jr 8:20)

Não estou Salvo!
Caro leitor, esta é sua triste condição? Mesmo sendo avisado do julgamento por vir e exortado a buscar salvação, ainda assim, até agora você não está salvo? Você sabe qual é o caminho da salvação; tem lido sobre isso lhe explicam o assunto. Porém, apesar de tudo, você despreza e, portanto, não está salvo. Não haverá desculpas para você, quando o Senhor julgar os vivos e os mortos. O Espírito Santo tem abençoado, com maior ou menor intensidade, a Palavra que lhe é pregada; têm trazido, da presença divina, momentos de refrigério. Mesmo assim como as estações, essas oportunidades de esperança lhe chegaram e se foram – seu verão e sua colheita já passaram – e você ainda não está salvo.
Os anos se sucedem em direção à eternidade; logo chegará o último ano de sua vida. Sua juventude logo passará; sua varonilidade está se escoando, e você ainda não está salvo. Pergunto-lhe: Você será salvo ainda? Há qualquer possibilidade disso? Mesmo as ocasiões mais propícias não lhe levaram à salvação. Seria o caso de outras oportunidades alterarem a sua condição? Vários meios já falharam com você; até mesmo o melhor dos métodos, usado com perseverança e a melhor afeição. O que mais poderá ser feito por você? A aflição a prosperidade não mais lhe impressionam; lágrimas, orações e sermões se perderam em seu coração vazio. Não se esgotaram as probabilidades de você um dia ser salvo? Não é mais que provável que você permanecerá como está, até que a morte feche para sempre a porta da salvação? Você poderá rejeitar estas suposições; entretanto, ela é racional, pois quem não se lava em águas abundantes, quando as encontra, muito provavelmente permanecerá imundo até o fim. Se o tempo apropriado não chegou, por que ainda haverá de chegar? É natural temer que ele nunca chegará e que à semelhança de Felix, você nunca encontre ocasião apropriada, até que esteja no inferno. Oh! Considere o que é o inferno e a terrível possibilidade de ser brevemente lançado nele!

Leitor, caso você morra sem ser salvo, não haverá palavras para descrever a sua perdição. Você deveria lamentar-se profundamente pelo seu triste estado, falar a respeito dele com gemidos e ranger de dentes. Você será punido com a destruição eterna, banido da glória do Senhor e da glória de seu poder. Esta voz amiga deseja alertá-lo e conduzi-lo à uma vida de seriedade. Oh! Seja sábio! Seja sábio a tempo e, antes que passe a oportunidade, creia em Jesus, que é capaz de salvá-lo completamente. Utilize o tempo presente para refletir. Se, em humilde fé em Cristo, houver arrependimento em sua vida, isto será o melhor a lhe acontecer. Não permita que este ano passe e você continue sem perdão; nem que o repicar dos sinos do ano novo o encontrem sem o gozo verdadeiro. Creia em Jesus e viva – agora, agora, agora.


“Livra-te, salva a tua vida: não olhes para trás, nem pares em toda a campina; foge para o monte, para que não pereças” (Gn 19:17).



26 de maio de 2010

Uma Espiritualidade de Aparência

Richard Sibbes (1577-1635)

Por que as pessoas dão tanta ênfase à religião exterior. Há sempre duas partes no culto a Deus, a interior e a exterior. O aspecto interior é um aspecto difícil para a carne e o sangue suportarem. Como no batismo há duas partes, a lavagem interior e a exterior, e o ouvir da Palavra envolve tanto a alma interior como o homem exterior submetendo-se a ouvir o que Deus diz, assim na Ceia do Senhor, há uma recepção exterior do pão e do vinho, e um ato interior de um pacto com Deus. Agora as pessoas valorizam demais o exterior, e pensam que Deus lhes deve alguma coisa por causa disso. Porém eles negligenciam o interior porque estão protegendo a sua própria concupiscência.

Mas, mais particularmente, o motivo está na natureza corrupta.

Primeiro, porque a parte exterior está à mostra e é fascinante aos olhos do mundo. Todos podem ver o sacramento sendo administrado, todos podem ver quando alguém vem e ouve a Palavra de Deus.

Segundo, as pessoas descansam no ritual exterior porque ele faz alguma coisa que anestesia a consciência, que reclamaria se não fizessem nada de religioso, ou se fossem ateus assumidos. Portanto, elas dizem: Ouviremos a palavra e desempenharemos coisas exteriores. Porém, são relutantes em investigar a essência da própria consciência, ficando apenas no nível das coisas exteriores. Essas e outras razões do mesmo tipo explicam o porquê de muitas pessoas freqüentarem apenas religiões de aparência.

Aplicação. Focalizemos essa tendência de enfatizar o exterior; sabemos que Deus não atenta ao exterior sem o interior. Mais do que isso, ele odeia isso. Se Deus pode desprezar a adoração que ele mesmo estabeleceu, quanto mais detestar os artifícios e cerimoniais vazios da própria trama do homem, construídos pelo homem para o próprio homem. A liturgia da religião papal, por exemplo, é apenas uma aparência sem proveito algum. Trabalham para distrair a atenção de Deus com suas obras. A doutrina deles é feita sob medida para a natureza corrupta do homem. Ensinam que o ministério do sacramento confere graça, não obstante o estado do coração da pessoa. Em seu sistema, os elementos em si conferem graça, como se a graça pudesse ser transmitida mediante uma substância sem vida. Todo o processo faz com que as pessoas dêem muita importância às coisas exteriores. Porém, nosso texto mostra que a parte exterior do batismo sem a interior é nada: "Não sendo a remoção da imundícia da carne, mas indagação de uma boa consciência para com Deus", diz Pedro.

Trabalhemos, portanto, em todo o serviço de Deus para concentrar nosso coração especialmente na parte espiritual. Como disse Samuel a Saul: "Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar, e o atender, melhor do que a gordura dos carneiros" (1 Sm 15.22). E Deus disse pelo profeta Oséias: "Pois misericórdia quero, e não sacrifício, e o conhecimento de Deus, mais que holocaustos" (Os 6.6). Muitos cristãos estão felizes por fazerem o exterior, que é apenas a parte fácil da religião.

Mas o que não é feito de coração, não é verdadeiro, porque "Deus é espírito; e importa que seus adoradores o adorem em espírito e em verdade" (Jo 4.24). Há um tipo de poder divino necessário em toda a adoração verdadeira que vai além de qualquer coisa que o homem exterior faça — ouvir a verdade divina; um poder divino é requerido para fazer com que a pessoas ouçam como deveriam (ICo 2.9-15). Da mesma maneira, na adoração, muito mais é exigido do que o homem exterior é capaz de dar. Há tanto forma como poder em todas as partes da religião. Não descansemos na forma, mas labutemos pelo poder.

Vejamos que tipo de pessoas eram aquelas de 2 Timóteo 3.5: "tendo forma de piedade, negando-lhe, entretanto, o poder". Paulo faz uma lista de pecados: eles eram "mais amigos dos prazeres que amigos de Deus". Apesar disso, essas pessoas queriam uma religião de aparência, embora negassem o seu poder.

Fonte:Josemar Bessa