Pages

25 de junho de 2012

A maldição do discurso motivacional



Por Conrad Mbewe
No último domingo, um jovem veio falar comigo após o culto. Ele é o tipo de pessoa que aparece na igreja de vez em quando e desaparece por um longo período. Imagino que ele anda pelas igrejas experimentando sermões e procurando por respostas. Nessa visita, ele pediu que eu o ajudasse a superar uma falha em sua vida, e era uma falha em progredir. Ele disse que seu maior problema é que não acreditava em si mesmo. Como eu poderia ajudá-lo a acreditar em si mesmo de tal forma que ele se tornasse bem-sucedido?
Eu perguntei se ele era cristão. Sua resposta foi “Eu realmente preciso a fim de ser bem-sucedido? Você está me dizendo que todas as pessoas bem-sucedidas por aí são cristãs? Não existem princípios gerais que eu possa aplicar a minha vida – quer eu seja cristão ou não – que podem me alavancar ao sucesso?”. Eu o desafiei a responder ele mesmo a essas perguntas. Afinal, eu tinha certeza de que ele tinha já passado bastante tempo entre palestrantes motivacionais para ter a resposta.
“Esse é o problema”, ele disse, “Me ensinaram que esses princípios existem e tentei colocá-los em prática. Eles parecem funcionar por um tempo e então eu volto ao meu antigo eu. Quero que você me ajude a encontrar uma fórmula que me ajudará a seguir adiante e nunca voltar a não acreditar em mim mesmo”. Para encurtar a história, finalmente o persuadi da necessidade de reconciliação com Deus antes que alguém possa libertar-se da rotina de frustração onde Deus acorrenta pecadores irreconciliados.
Eu o entreguei um livro para ler, chamado O que é um Cristão Bíblico? Quando nos encontramos no dia seguinte, ele foi honesto o bastante para me dizer que estava decepcionado com o que leu, pois não o estava ensinando o que ele queria ouvir. “O que eu quero saber é como posso ser bem-sucedido. Esse livro não diz nada sobre isso”. Repeti o que já tinha dito. O que ele precisava não era acreditar em si mesmo, mas crer em um Salvador enviado pelo céu. Ele precisava de perdão como fundamento de sua vida.
Ontem, um membro da igreja me contou que encontrou aquele jovem em um mercado. O rapaz tinha dois livros em suas mãos. O primeiro era aquele que eu o dei e o segundo era um de Joel Osteen. Ele disse a nosso membro: “Pastor Mbewe me deu esse livro, mas eu não gostei porque me faz sentir culpa. Prefiro o do Joel Osteen porque me anima, me motiva”. Fiquei muito preocupado com isso, então decidi apresentar alguns pensamentos sobre a maldição do discurso motivacional.
Infelizmente, o discurso motivacional tornou-se a dieta básica de muitos púlpitos evangélicos. A mensagem ouvida é “Deus te deu potencial e tudo o que você precisa para liberar esse potencial é acreditar em si mesmo. Tenha uma grande visão e viva essa grande visão. Você deve ser um homem ou uma mulher de futuro e o céu será o limite para você. Não deixe que seus fracassos passados obstruam seu caminho para o sucesso. Olhe além deles, como Jesus olhou além da cruz e, portanto, a superou. Você é cabeça, não cauda”.
À luz dos excessos do discurso motivacional, fica a questão: “É dessa forma que os pregadores do Antigo e do Novo Testamento pregavam?”. Se resumirmos a pregação de Noé, Moisés, Elias, Isaías, Jonas, Paulo, Pedro etc., na Bíblia, é esse o tipo de mensagem que encontraremos? Eu acho que não. Certamente os palestrantes motivacionais pegam algumas palavras emprestadas, mas emprestar as palavras de alguém não é dizer o mesmo que essa pessoa diz. “Um texto sem contexto é pretexto”.

Minha principal discordância com o discurso motivacional é que reduz Deus a um meio ao invés de o fim. Homens e mulheres não são capazes de perceber que a natureza do pecado se encontra no “eu”. O discurso motivacional, por outro lado, alimenta esse mesmo ego e aponta para Deus como aquele que pode mimá-lo a ponto de intoxicar-se. Isso é uma mentira! É somente Deus quem deve ser o centro de nossas vidas. O cristianismo exige a morte do ego, carregar a sua própria cruz, seguir um Salvador sofredor.
Sempre que ouço o discurso motivacional, parece que ouço a mensagem “Paz, paz” onde não há paz. Me parece um médico assegurando a um paciente com câncer terminal nos estágios finais de que ele não precisa se preocupar porque tudo ficará bem se ele apenas acreditar em si mesmo. Ele está morrendo, avise-o! É o cúmulo da insinceridade um pregador saber que o salário do pecado é a morte (Romanos 6.23) e fazer aqueles que caminham para o matadouro apenas sentirem-se bem.
O discurso motivacional faz as pessoas sentirem-se bem, enquanto o Evangelho faz primeiro as pessoas sentirem-se mal – até que elas encontrem seu tudo em Cristo. A verdadeira pregação deve fazer as pessoas encararem o fato de que estão vivendo em rebelião contra Deus e que precisam arrepender-se ou perecerão. É somente quando as pessoas reconhecem isso e clamam “O que devemos fazer para sermos salvos?” (At 2.37, 16.30) que a verdadeira pregação as dá boas notícias: “Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo” (Rm 10.13).
O discurso motivacional é um tentativa de matar um leão ameaçador com uma pequena zarabatana de feijão, usando como munição feijões recentemente cozinhados, preparados com os temperos mais aromáticos. O cheiro pode até atrair o alvo, mas será inútil para derrubar aquela fera selvagem. Homens e mulheres fora de Cristo estão MORTOS em transgressões e pecados. Estimular seus sentidos com frases de efeito banais não lhes dará vida. Eles precisam da Lei para matar seus egos caídos e do Evangelho de Jesus Cristo para receber vida.
Eu sei que o discurso motivacional está enchendo nossas igrejas até que elas pareçam com estádios de futebol. Em um mundo de miséria e melancolia, todos nós precisamos de algum encorajamento. Mas isso é tudo para o que fomos chamados como pregadores? Quem bem há se homens se sentem inspirados e motivados, e então voltam para casa vivendo uma vida de pecado e egoísmo? Infelizmente, essa é a norma em muitas igrejas evangélicas. As igrejas estão lotadas de pessoas determinadas a beber o pecado como água por toda a semana.
Discurso motivacional não é pregação bíblica. É uma praga na paisagem do verdadeiro evangelicalismo. Está enchendo as igrejas com pessoas mortas que estão sendo ensinadas a viver como se estivessem vivas. Precisamos retornar ao bom e velho Evangelho que verdadeiramente dá vida aos mortos e liberta homens e mulheres. Como Paulo fazia, cada púlpito verdadeiramente evangélico deve soar a clara mensagem do “arrependimento para com Deus, e a fé em nosso Senhor Jesus Cristo” (Atos 20.21). Fujamos dessa maldição do discurso motivacional!
Traduzido por Josaías Jr 
Fonte: iPródigo.com 

10 de junho de 2012

Afinal, o que está errado com a teologia da prosperidade?



Por Augustus Nicodemus

Apesar de até o presente só ter melhorado a vida dos seus pregadores e fracassado em fazer o mesmo com a vida dos seus seguidores, a teologia da prosperidade continua a influenciar as igrejas evangélicas no Brasil.
Uma das razões pela qual os evangélicos têm dificuldade em perceber o que está errado com a teologia da prosperidade é que ela é diferente das heresias clássicas, aquelas defendidas pelos mórmons e “testemunhas de Jeová” sobre a pessoa de Cristo, por exemplo. A teologia da prosperidade é um tipo diferente de erro teológico. Ela não nega diretamente nenhuma das verdades fundamentais do Cristianismo. A questão é de ênfase. O problema não é o que a teologia da prosperidade diz, e sim o que ela não diz.
- Ela está certa quando diz que Deus tem prazer em abençoar seus filhos com bênçãos materiais, mas erra quando deixa de dizer que qualquer bênção vinda de Deus é graça e não um direito que nós temos e que podemos revindicar ou exigir dele.
- Ela acerta quando diz que podemos pedir a Deus bênçãos materiais, mas erra quando deixa de dizer que Deus tem o direito de negá-las quando achar por bem, sem que isto seja por falta de fé ou fidelidade de nossa parte.
- Ela acerta quando diz que devemos sempre declarar e confessar de maneira positiva que Deus é bom, justo e poderoso para nos dar tudo o que precisamos, mas erra quando deixa de dizer que estas declarações positivas não têm poder algum em si mesmas para fazer com que Deus nos abençoe materialmente.
- Ela acerta quando diz que devemos dar o dízimo e ofertas, mas erra quando deixa de dizer que isto não obriga Deus a pagá-los de volta.
- Ela acerta quando diz que Deus faz milagres e multiplica o azeite da viúva, mas erra quando deixa de dizer que nem sempre Deus está disposto, em sua sabedoria insondável, a fazer milagres para atender nossas necessidades, e que na maioria das vezes ele quer nos abençoar materialmente através do nosso trabalho duro, honesto e constante.
- Ela acerta quando identifica os poderes malignos e demônicos por detrás da opressão humana, mas erra quando deixa de identificar outros fatores como a corrupção, a desonestidade, a ganância, a mentira e a injustiça, os quais se combatem, não com expulsão de demônios, mas com ações concretas no âmbito social, político e econômico.
- Ela acerta quando diz que Deus costuma recompensar a fidelidade mas erra quando deixa de dizer que por vezes Deus permite que os fiéis sofram muito aqui neste mundo.
- Ela está certa quando diz que podemos pedir e orar e buscar prosperidade, mas erra quando deixa de dizer que um não de Deus a estas orações não significa que Ele está irado conosco.
- Ela acerta quando cita textos da Bíblia que ensinam que Deus recompensa com bênçãos materiais aqueles que o amam, mas erra quando deixa de mostrar aquelas outras passagens que registram o sofrimento, pobreza, dor, prisão e angústia dos servos fiéis de Deus.
- Ela acerta quando destaca a importância e o poder da fé, mas erra quando deixa de dizer que o critério final para as respostas positivas de oração não é a fé do homem mas a vontade soberana de Deus.
- Ela acerta quando nos encoraja a buscar uma vida melhor, mas erra quando deixa de dizer que a pobreza não é sinal de infidelidade e nem a riqueza é sinal de aprovação da parte de Deus.
- Ela acerta quando nos encoraja a buscar a Deus, mas erra quando induz os crentes a buscá-lo em primeiro lugar por aquelas coisas que a Bíblia constantemente considera como secundárias, passageiras e provisórias, como bens materiais e saúde.
A teologia da prosperidade, à semelhança da teologia da libertação e do movimento de batalha espiritual, identifica um ponto biblicamente correto, abstrai-o do contexto maior das Escrituras e o utiliza como lente para reler toda a revelação, excluindo todas aquelas passagens que não se encaixam. Ao final, o que temos é uma religião tão diferente do Cristianismo bíblico que dificilmente poderia ser considerada como tal. Estou com saudades da época em que falso mestre era aquele que batia no portão da nossa casa para oferecer um exemplar do livro de Mórmon ou da Torre de Vigia…


Via: Pulpito Cristão

7 de maio de 2012

Como não transformar seus filhos em pequenos fariseus



Educando suas crianças no poder do evangelho

“Eu sinto que estou criando pequenos hipócritas.” Muitos pais temem que seus filhos, uma vez que lhes ensinaram formas adequadas de  comportamento, crescerão como crianças bem comportadas, mas sem o senso da necessidade da graça.
O problema da hipocrisia é maior em lares  que enfatizam o comportamento ao invés do coração. Se o foco da disciplina e da correção é a mudança de comportamento, você perderá o coração. Essa abordagem faz com que o problema esteja no que eu faço, não no que eu sou.
De acordo com a Bíblia, o problema que temos é mais profundo que isso. O problema não está no que eu e você ou seus filhos fazem de errado. O problema não é que nós / eles mentem ou invejam, ou desobedecem. O problema é que você, seus filhos e eu somos mentirosos, invejosos; somos desobedientes.
Pergunte a si mesmo: Um homem é um ladrão porque ele rouba, ou ele rouba porque ele é um ladrão? Ele é um mentiroso porque ele mente, ou ele mente porque é um mentiroso? A resposta da Bíblia é que ele rouba porque ele é um ladrão, mente por ser um mentiroso, desobedece por ser desobediente. Este é o testemunho da Bíblia. “Desde o nascimento os ímpios se desviam, desde o ventre são rebeldes e falam mentiras.” (Salmo 58.3).
Alguém, às vezes, poderá perguntar: “Que tal abordar o comportamento que está errado dizendo-lhes para fazer melhor. Isso não faria parte de ser um bom pai?” A resposta, claro, é que tratar o coração não significa que você não tratará o comportamento, isso apenas lhe diz como abordar com o comportamento. Uma vez que o comportamento é o motivado pelo coração, eu tenho de  falar do comportamento de forma que foque a mudança do coração e não simplesmente a mudança de comportamento.
Esta verdade pode ajudá-lo a manter o centro  do evangelho na correção e disciplina. Você deve ajudar seus filhos a ver os problemas ocultos do coração que estão por trás das coisas erradas que eles fazem. Você terá conversas como esta:
- Filhinho, você sabe que eu estou preocupado que você mentiu para mim. Dizer a verdade é algo que é muito importante nas relações humanas. Se você não pode confiar em mim e eu não posso confiar em você, nós não temos nenhuma cola para manter nossa relacionamento. Você entende o que estou dizendo?
- “Sim” -  ele diz, balançando a cabeça.
- Mas você sabe o que me preocupa ainda mais?
- Não.
- Minha maior preocupação com você é que você é justamente igual a mim. Nós mentimos porque achamos que contar uma mentira será melhor do que dizer a verdade. E, às vezes,  nós amamos mais a nós mesmos do que amamos a Deus. É por isso que contamos mentiras.
É por isso que Jesus veio. Se a nossa necessidade era de alguém nos dizer o que fazer, Deus apenas teria enviado um profeta. O problema que temos é tão grande que só saber o que devemos fazer não é suficiente. Precisamos de um Salvador do nosso pecado e precisamos de alguém que tenha poder para nos livrar.
Se você tiver uma criança precoce, a conversa poderia ser assim:
-  Você nunca contou uma mentira, papai?
- Bem, filhinho, há muitas maneiras de mentir. Podemos, às vezes, contar uma mentira fazendo alguém pensar algo sobre nós que não é verdade. Por isso, sim, às vezes, o papai conta uma mentira. Então, sabe o que eu preciso fazer?
- O quê?
- Eu preciso confessar o meu pecado a Deus. Deus diz que Ele vai nos perdoar. (1 João 1.9). E eu também tenho de pedir perdão a quem eu menti. E eu preciso pensar em quem eu estava amando mais do que Deus quando eu menti, e assim posso confessar esse pecado também. Sabe de uma coisa, filhinho? Eu preciso de Deus todos os dias, tanto quanto você. Eu preciso do Seu perdão. Eu preciso dEle para me mudar por dentro, e assim eu O amarei mais que tudo. Eu preciso de Seu poder para amá-Lo e aos outros mais do que eu me amo.
Cada oportunidade de corrigir o seu filho é uma oportunidade para confrontá-lo com a sua profunda necessidade de perdão e graça. Enquanto o comportamento for a sua prioridade você nunca terá espaço para compartilhar o que realmente importa: a esperança e o poder do evangelho.  Se os seus filhos forem como cãezinhos adestrados eles se tornarão pequenos fariseus, limpos por fora e sujos por dentro.
Autor: Tedd Tripp

Traduzido e gentilmente cedido por Charles Grimm 
Fonte: iPródigo.com

2 de maio de 2012

Por um amor que vale a pena




Por Hermes C. Fernandes


Todos sonhamos viver um grande amor. Do tipo que nos deixe sem fôlego, sem sono, sem chão. Uma paixão arrebatadora, digna de um roteiro de cinema.

Poucos, porém, realizam tal sonho. Daí vem a frustração, o desapontamento com o roteiro que a vida nos impõe.

Somos vencidos pela rotina. A monotonia sabota nossos sonhos. 

Não há dragões a serem vencidos pelo mocinho, nem mocinha pra ser salva. Não há príncipe para despertar a princesa de seu sono profundo. O sapo continua sapo, mesmo depois do beijo.

As cores da vida vão se desbotando aos poucos. Fomos enganados. Alguém aí acione o procon da vida! Tudo não passou de um conto… não de fadas, mas do vigário.

É esse súbito desapontamento com a vida o responsável por parir o que chamamos de maturidade. 

Seguimos em nossa jornada, cativos do cronograma existencial. Acordar, escovar os dentes, tomar café, sair pro trabalho, voltar pra casa, jantar, voltar a dormir. Dia após dia, os mesmos cenários, o mesmo script, a mesma dor, o mesmo tudo. Já decoramos nosso papel. Já sabemos o que dizer e como proceder em cada situação ‘inusitada’. Infelizmente, de inusitada só tem o nome. Tudo é absolutamente previsível.

De repente, 30. E mais um pouco, 40. E quando menos esperamos, 50, 60, 70, fui. 

Tomando emprestada a frase de um célebre humorista brasileiro recém falecido, não tenho medo de morrer, tenho é pena. Pena por não ter vivido tudo o que havia pra se viver. 

Os maiores arrependimentos não são por aquilo que fizemos, mas pelo que deixamos de fazer. 

A vida vai passando, escapando-nos pelos dedos, enquanto estamos ocupados com outras coisas.

Mas há os que conseguem escapar da tirania das trivialidades. Há os que se recusam a ser simples engrenagens de um sistema fadado a entrar em colapso. Estes, embora tenham crescido, lá no fundo ainda são crianças. Abaixo da crosta, das camadas geológicas da alma, ainda há um magna buscando passagem, pronto para entrar em erupção.

Estes ainda cortejam a ingenuidade, o idealismo. Não importa o quão desgastados estejam seus corpos, suas mentes seguem intactas, ou nas palavras de Paulo, o apóstolo, seu ‘homem interior’ se renova dia a dia. São os que descobriram que há vida após a adolescência.

Estes não se contentam em ser plateia, figurantes ou coadjuvantes, antes, decidiram protagonizar a história escrita pelo Supremo Roteirista. 

Apesar de crescidinhos, ainda acreditam que o mundo possa ser um lugar melhor. Ainda acalentam sonhos. O cinismo não logrou capturá-los.

Por isso, vivem e deixam viver quem quer que aposte no amor. 

Seu amor contagia. Suas palavras ateiam fogo nos corações ávidos de vida. Sua postura subversiva ante as demandas da vida desafiam seus pares a que deixem o ostracismo e voltem a acreditar num amor que valha a pena.

Sinceramente, espero ser contado entre estes.



Fonte: Hermes Fernandes

26 de abril de 2012

Por que a idolatria era (e ainda é) atrativa.



Por Kevin DeYoung
Muitos ocidentais têm dificuldade para entender a atração da idolatria no mundo antigo. O que poderia haver de tão atraente em um pedaço inanimado de madeira ou um bloco de pedra? Idolatria extrema parece tão tentadora quanto suco de beterraba. É possível encontrar alguém por aí que ame um copo viscoso de extrato de vegetal, mas essa tentação não é algo que pese demais em nossos corações.
Mas a idolatria fazia muito sentido no mundo antigo. E se houvéssemos vivido há dois ou três milênios, é quase certo que fosse muito tentadora a todos nós. Em seu comentário sobre Êxodo, Doug Stuart explica a atração da idolatria em nove pontos. Você provavelmente vai querer guardar essa lista para futuros sermões ou estudos bíblicos.
1. A idolatria era garantida. A fórmula era simples. Entalhe um deus de madeira ou pedra e o deus entraria na estátua. Agora que você tem um deus perto de você, você pode conseguir a atenção dele (ou dela) rapidamente. Seus encantamentos, juramentos e oferendas sempre serão notados.
2. A idolatria era egoísta. Uma mão lava a outra, você agrada os deuses e eles te agradam. Eles querem comida e sacrifícios; você quer bênçãos. Faça o que for preciso e eles estarão obrigados a te agradarem.
3. A idolatria era fácil. A idolatria primitiva encorajava as atividades religiosas vazias. Faça o que quiser com sua vida. Desde que você apareça regularmente com seus sacrifícios, tudo está bem.
4. A idolatria era conveniente. Não era difícil encontrar novos deuses no mundo antigo. Eles eram muito acessíveis. As estátuas podem ficar em casa ou serem carregadas pra onde você for.
5. A idolatria era normal. Todo mundo fazia. Era assim que as mulheres engravidavam, as colheitas cresciam, os exércitos conquistavam. A idolatria era como energia elétrica: nada do mundo antigo funcionava sem ela.
6. A idolatria era lógica. As nações são diferentes. As pessoas são diferentes. Suas necessidades e desejos são diferentes. Obviamente, deve haver divindades diferentes para cada gosto. Como um deus só poderia cobrir todos os aspectos da vida? Você não come sempre no mesmo restaurante, não é mesmo? Quanto mais opções, melhor. Cada um pode estar certo em algum ponto.
7. A idolatria era agradável aos sentidos. Se você quer ser especialmente religioso, é de grande ajuda poder ver o seu deus. É difícil impressionar as pessoas com um deus invisível.
8. A idolatria era indulgente. Os sacrifícios aos deuses nem sempre requeriam sacrifícios do adorador. Você poderia comer as sobras da comida ou beber o resto da bebida. A generosidade aos deuses faz sobrar mais pra você.
9. A idolatria era sensual. Todo o sistema era marcado por erotismo. Rituais se tornavam orgias. Sexo na terra muitas significaria sexo no céu, e sexo no céu significava muita chuva, grandes colheitas e multiplicação dos herdeiros.
Você consegue enxergar a atração da idolatria? “Vejamos, eu quero uma espiritualidade que me dê muito, me custe pouco, seja fácil de ver, fácil de fazer, tenha poucos limites éticos ou doutrinários, me garanta sucesso, me faça me sentir bem e não ofenda aqueles próximos de mim”. Isso fala muito. Queremos hoje as mesmas coisas que eles queriam. A diferença é que vamos atrás de formas diferentes. Nós queremos uma fé que nos faça conseguir as coisas e alcançar o sucesso (teologia da prosperidade). Queremos um discipulado que seja conveniente (igreja virtual). Queremos uma religião cheia de rituais (cristianismo nominal). Ou uma espiritualidade que encoraje a expressão sexual de qualquer forma (LGBTS). Todos nós queremos seguir a Deus de uma forma que faça sentido para os outros, nos faça sentir bem e seja fácil de enxergar e de entender. Desde o Éden até os postes de Aserá e os banquetes romanos, a idolatria foi a grande tentação ao povo de Deus tanto no Antigo quanto no Novo Testamento.
E uma olhada ao seu redor, e para dentro de si mesmo, lhe dirá que ainda é.

Traduzido por Filipe Schulz 
Fonte:  iPródigo.com 

28 de março de 2012

Amor Verdadeiro


Por Burk Parsons


Deus é amor, e o amor nunca falha porque Deus nunca falha. O amor não pode ser separado de Deus e não pode existir sem Ele. O amor de Deus é a fundação e definição do amor, assim como Ele também é a fonte, o provedor e a garantia do amor. Sem Ele, o amor não é apenas inútil, mas sem sentido. Sem Deus como sua fonte e centro, o que os seres humanos concebem como amor é impaciente e cruel, invejoso e orgulhoso, arrogante e rude, sempre insistindo em seu próprio caminho, irritado, ressentido, se regozijando com a injustiça e a falsidade. Sem Deus, o amor não passa de uma mentira odiosa de satanás.
Diariamente ouvimos pessoas falando sobre amor como se fosse uma espécie de força impessoal e uma energia impessoal que, sozinha, tem o poder de mudar os corações, restaurar lares, curar doenças, reconstruir comunidades e unir nações. O mundo está encantado com a ideia do amor. Até mesmo a palavra em si, amor, se degenerou em um abrangente e receptivo termo que parece estar no centro de uma crescente linguagem mundial de única-religião-politicamente-correta – uma linguagem de amor que se tornou uma religião em si mesma. E embora o mundo, a carne e o Diabo amariam tirar toda beleza e caráter do amor afim de torná-lo mais adaptável para todos os contextos e teologias, seria uma tentativa fútil. Pois assim como apenas Deus define Deus, Deus define amor.
No fim, a única definição verdadeira de amor será, de fato, vencedora, porque a verdade irá ganhar, e a verdade irá ganhar porque Cristo já venceu, e Cristo venceu porque Deus tanto amou o mundo que Ele deu seu filho unigênito para que todo o que nEle crer não pereça, mas tenha a vida eterna. Certamente, nós merecíamos perecer – não apenas hoje, mas por toda a eternidade – e nós não merecemos a vida – nem a vida que vivemos hoje e nem a vida eterna. O salário do meu pecado rebelde é a morte. Consequentemente, eu mereço a condenação eterna tanto quanto Mahatma Ghandi, Adolf Hitler e os meus próprios filhos. Todo homem, mulher e criança – não importa o quanto acreditamos ser bons ou maus – irá perecer se não se arrepender de sua confiança em si mesmo e crer em Jesus Cristo, aquele que é a única verdade, a única vida, e o único caminho ao Pai.
Amor verdadeiro significa proclamar a verdade. Amor verdadeiro significa proclamar o evangelho. Amor verdadeiro significa proclamar o amor de Deus e a ira de Deus, e a coisa menos amorosa que poderíamos fazer é esconder a verdade daqueles que estão perecendo sem Cristo – a verdade sobre o amor, a santidade, a justiça e a graça de Deus; a verdade sobre o pecado do homem, a morte e o inferno; a verdade sobre a fé, o perdão e a vida eternamente coram Deo – perante a face de Deus – no céu, onde o amor de Deus reinará sobre nós para sempre.


Traduzido por Marianna Brandão
Fonte: iPródigo.com

5 de janeiro de 2012

A transformação de Ester!!


Uma mensagem para as solteiras
por Charo e Paul Washer

Pois o homem vê o que está diante dos olhos, porém o SENHOR olha para o coração. (1 Samuel 16:7)

E, chegando a vez de cada moça, para vir ao rei Assuero, depois que fora feito a ela segundo a lei das mulheres, por doze meses (porque assim se cumpriam os dias das suas purificações, seis meses com óleo de mirra, e seis meses com especiarias, e com as coisas para a purificação das mulheres), Desta maneira, pois, vinha a moça ao rei; dava-se-lhe tudo quanto ela desejava, para levar consigo da casa das mulheres à casa do rei; (Ester 2:12-13)

“Mulher virtuosa quem a achará? O seu valor muito excede ao de rubis. O coração do seu marido está nela confiado; assim ele não necessitará de despojo. Ela só lhe faz bem, e não mal, todos os dias da sua vida. (...)Enganosa é a beleza e vã a formosura, mas a mulher que teme ao SENHOR, essa sim será louvada.” (Proverbios 31)



Eu sempre fiquei espantada com o tipo de preparação que a futura rainha Ester teve que passar antes de entrar na presença do rei Xerxes. Será que qualquer uma de nós passaria por 12 meses de tratamentos de beleza para nos encontrarmos com o homem dos nossos sonhos? Provavelmente não, mas imagine as possibilidades. Tirar um ano para nos prepararmos para um único propósito - tornar-se tudo que você pode ser para aquele que você mais ama. Seria um precioso tempo para cultivar a beleza, fazer um investimento na educação e na etiqueta, para fortalecer as virtudes, e construir o caráter.

A preparação de Ester me faz lembrar de que precioso tempo entre o despertar do desejo do coração de uma jovem mulher em compartilhar sua vida com um companheiro e o momento em que ela caminha até o altar. Para muitos, esse tempo de preparação é visto como nada mais do que um tempo de espera. Mulheres solteiras, muitas vezes se veem como se estivessem na prateleira enquanto a vida passa por elas, ou como sentada em um banco, enquanto outros jogam o jogo. Elas não percebem que estão desperdiçando o tempo mais importante de suas vidas, eles estão privando-se de uma grande alegria e recompensa, eles estão roubando seus futuros maridos de uma mulher mais virtuosa, e eles estão roubando a Deus de uma serva através dos qual Ele deseja fazer grandes coisas.

Ester tinha que ser preparada antes que ela pudesse ser rainha de um reino inteiro, então a mulher deve ser preparada antes de poder embarcar em um dos mais importantes e difíceis chamados da vida - o casamento e a maternidade. Ester teve que aprender os caminhos do reino ao qual ela pertencia, ela tinha que aprender os costumes da vida na corte, teria que estar preparada para enfrentar os desafios intelectuais, emocionais e espirituais do alto cargo que ocuparia. Para colocá-lo simplesmente, Ester teve que ser transformada, de uma simples jovem, em uma rainha antes que ela pudesse usar o título e cumprir o papel. Da mesma forma, a jovem e solteira mulher cristã deve aprender os caminhos do Reino dos Céus antes que ela se una com aquele que Deus está preparando para ela. Ela deve se preparar intelectualmente, emocionalmente e espiritualmente, e não pela vida em sociedade, mas pelo próprio Deus, Sua Palavra, e por outras mulheres piedosas que foram preparadas antes dela.

Vida de solteira não é um desperdício de tempo ou estar sentada nas arquibancadas vendo a vida acontecer, mas é um tempo que Deus separou especialmente para a mulher, para transformá-la naquilo que Ele quer que ela seja, e para usá-la de uma forma que seria impossível depois do casamento. Solteirice é um momento em que uma mulher deve cultivar as virtudes que pertencem a uma verdadeira mulher de Deus, para que ela possa oferecer ao seu futuro marido e ao mundo algo mais do que apenas um rosto bonito.

Lembre-se na sua solteirice que você não é a única que está passando por isso, mas que seu futuro marido também está passando pelo mesmo estágio que você. Não seria uma coisa terrível finalmente conhecer o homem que será seu marido apenas para descobrir que ele tem usado a sua solteirice para servir a Deus e preparar-se para ser um marido melhor para você, e que você não fez uso da liberdade da sua solteirice para servir ao Senhor, e também não tirou proveito do treinamento que Deus lhe ofereceu?

Não seria terrível também perceber que o seu marido passava seus dias de solteiro orando diariamente pelas suas necessidades e pela obra de Deus em sua vida, enquanto você não estava orando por ele, nem estava respondendo à graça de Deus que estava em sua vida como resultado das orações dele.

É uma coisa maravilhosa quando Deus abençoa uma mulher com um marido. Aquela pessoa é “especial”  e é “simplesmente perfeito” para ela, em que ele foi cuidadosamente pensado e projetado por Deus para estar unido com ela. É uma alegria para a mulher poder olhar para trás e lembrar de como Deus lhe permitiu esperar n’Ele e que Ele foi fiel para abençoar. É uma alegria ainda maior alegria saber que seu tempo como uma mulher solteira foi também um momento de buscar a Deus e ser fiel a Ele e Seu propósito. Que ela não quis fugir desse estado, mas desejava apenas confiar em Deus e esperar em Sua soberania graciosa.

De maneira nenhuma é uma tragédia ser uma mulher cristã solteira, mas o mundo mais uma vez se infiltrou no pensamento dos cristãos com a falsa idéia de que é. Uma das maiores mentiras é de que se você não “tiver alguém” ou não estão “ativamente à procura”, há algo de errado com você. Outra mentira é que a mulher solteira deve estar namorando como se procurar um marido fosse a mesma coisa que fazer compras em um shopping. Uma outra mentira ainda mais forte é que a mulher solteira deve dar seu afeto de forma indiscriminada para que ela possa ser mais “experiente” e saber o que fazer quando ela finalmente encontrar o homem de sua escolha. Minha querida Cristã isso é uma mentira e uma afronta a Deus dizer que a experiência é a melhor professora, quando na verdade, Deus é o melhor professor, e, embora o lema  do mundo seja “viva e aprenda” o conselho da Bíblia é “aprenda e viva”. Você não precisa ser experiente, você só precisa ter conhecimento do que Deus tem dito e ser obediente a Ele.

Você não deve olhar para o homem de sua escolha, mas deve estar à espera do homem que Deus escolheu. E quando ele vier, não vão ser as experiências passadas que vão fazer o seu casamento funcionar, mas o passado de castidade, pureza e santidade. Nós devemos esconder nossos rostos dos caminhos e experiências deste mundo perverso e olhar apenas as coisas que Deus tem colocado no caminho que Ele preparou para nós.

Deus sabe exatamente o que você precisa e Ele mesmo sabe os desejos do seu coração melhor do que você. Deus ama surpresas. Ele não quer que você esteja procurando o seu marido, Ele quer trazê-lo para você e, provavelmente, em um momento em que você menos espera. Se você desobedecer a este conselho, assim como muitas outras mulheres antes de você, e buscar por um companheiro você mesma, você pode encontrar alguém, mas as chances são que esse alguém que você encontrar, não será o correto.

Como mulheres, nossa natureza deseja a companhia e companheirismo de um homem. Isto vem de Deus e, portanto, é algo bom. Mas, ao mesmo tempo, estamos erradas em pensar que a morte será o resultado se esta necessidade não for satisfeita. Precisar de outros como companhia não é como a necessidade de respirar. Ou seja, você pode sobreviver sem companhia, pelo menos até Deus fazer Sua obra perfeita em você. Lembre-se das Escrituras, Deus é fiel, Ele não permitirá que você seja tentada além do que você pode suportar. (I Coríntios 10:13)

Descobri que existem duas razões principais pelas quais alguém precisa "desesperadamente" de outra pessoa. A primeira razão, é porque eles não conhecem a Deus como deveriam. Não é Deus o Deus de toda consolação? Não é Cristo, o Senhor exaltado que preenche todas as coisas em todos os lugares? Então por que nos queixamos do sentimento de vazio e nos sentimos sozinhos? Será que Deus estende o nosso tempo de solteirice para que possamos encontrar a nossa vida n'Ele e aprendermos a ser completas n'Ele? Se queremos nos casar porque sentimos que um marido irá encher nossas vidas ou, de alguma forma nos fazer completas, seremos decepcionadas em nosso casamento. Nenhum homem, não importa quão parecido com Cristo ele seja, poderá tomar o lugar de Deus em nossas vidas, e pensar uma coisa dessas é pura idolatria. Se não somos preenchidas completamente por Deus e em Cristo no presente, então nem mesmo um casamento feito no céu será capaz de mudar o nosso vazio.

A segunda razão para precisarmos desesperadamente de alguém em nossas vidas é o egoísmo. Quando precisamos de alguém a fim sentir-nos amado, ou quando precisamos de alguém para que os nossos sentimentos de solidão possam se dissipar, então estamos querendo nos casar pelas razões erradas. O casamento não deve ser encarado como uma oportunidade de ter nossas necessidades atendidas, mas como uma oportunidade para atender as necessidades do outro. Se nós não aprendemos a levar nossas próprias necessidades a Deus, então provavelmente vamos sobrecarregar nossos maridos com nossas necessidades e não teremos consciência das necessidades dele. Eu tenho conhecido mulheres cristãs que passavam os dias consumidas com suas próprias necessidades e constantemente lamentando sobre o porquê Deus não tinha trazido alguém para sua vida. Mas, por que Deus confiaria um homem à uma mulher que é absorvida com si mesma e suas próprias necessidades, e não usa a liberdade de sua solteirice para servir a Deus e preparar-se para os Seus propósitos? Uma mulher como essa teria pouco a oferecer a um marido piedoso!

Minha cara amiga, estar solteira, assim como estar casada, deve ser considerado um momento muito especial e agradável na providência de Deus. Não deve ser considerada uma mera circunstância ou uma maldição da qual deve-se tentar fugir desesperadamente. Ser solteira é um tempo para aprender de Deus e de nós mesmos, um tempo para descobrir quem somos em Cristo, e para crescer em semelhança de Cristo. É um tempo para ser zelosa de boas obras e estar envolvida ministrando aos outros. Ser solteira tem uma magia própria que deve ser apreciada no seu tempo porque uma vez que acabar, não há retorno. Não há nada tão triste como uma mulher, agora casada, que lamenta o que ela poderia ter sido e feito com sua vida, enquanto estava solteira. Tudo foi perdido por causa da pressa em se casar, sem consideração com o plano e obra de Deus.

Cada estação na vida tem sua beleza e maravilha própria. Minha oração para todas as mulheres cristãs solteiras é que elas possam desfrutar de seu tempo, apesar das mentiras do mundo. Que elas possam ser exigente e não se contentar com nada menos do que a perfeita vontade de Deus. Que elas possam esperar pacientemente em Deus, que é o doador de toda boa dádiva. Que elas possam ser como Ester, usando o tempo que Deus considere necessário para torná-las bonitas por dentro e por fora
.