
28 de abril de 2011
Quando todos os recursos falham (última devocional 1931-2011 de David Wilkerson)

19 de abril de 2011
Sexta Santa - Filme
Fonte: Voltemos ao Evangelho
O Legalismo - John MacArthur

18 de abril de 2011
Verdade ou Unidade: qual é mais importante?

13 de abril de 2011
Um buraco em nossa santidade

Kevin DeYoung
Tenho uma preocupação crescente de que os evangélicos mais jovens não levem a sério o chamado bíblico para a santidade pessoal. Eles estão muito tranquilos com o mundanismo em seus lares, muito descansados com o pecado em suas vidas, muito satisfeitos com a imaturidade espiritual de nossas igrejas.
A missão de Deus no mundo é salvar um povo e santificar seu povo. Cristo morreu “para que os que vivem não vivam mais para si, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou” (2 Co 5.15). Fomos escolhidos em Cristo “antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele” (Ef 1.4). Cristo “amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela, para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra, para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível” (Ef 5.25-27). Cristo “deu a si mesmo por nós para nos remir de toda a iniqüidade, e purificar para si um povo seu especial, zeloso de boas obras” (Tt 2.14).
J.C. Ryle, o Bispo de Liverpool do século XIX, estava certo: “Devemos ser santos, pois esse é o grande fim e propósito pelo qual Cristo veio ao mundo… Jesus é um Salvador completo. Ele não tira meramente a culpa do pecado de um pecador, Ele faz mais – Ele destrói seu poder (1 Pe 1.2; Rm 8.29; Ef 1.4; 2 Tm 1.9; Hb 12.10)”. Meu medo é que, enquanto corretamente celebramos, e em alguns lugares redescobrimos, do que Cristo nos salvou, reflitamos pouco e nos esforcemos pouco em relação a para que Cristo nos salvou.
A busca da santidade não ocupa o espaço que deveria em nossos corações. Existem muitas razães para a relativa negligência da santidade pessoal.
Jesus é um Salvador completo. Ele não tira meramente a culpa do pecado. Ele faz mais - Ele destrói seu poder.
1) No passado, era muito comum igualar santidade com abster-se de algumas práticas tabus como beber, fumar e dançar. Em uma geração anterior, piedade significava que você não praticasse essas coisas. Gerações mais novas tem pouca paciência com esse tipo de regras. Eles ou discordam dessas regras ou descobrem que já têm todas as justificativas, logo não há nada para se preocupar.
2) Junto com a primeira razão há o medo de que a paixão pela santidade transforme você em um tipo de resquício estranho de uma era passada. Logo que se começa a falar sobre palavrão ou filmes ou música ou modéstia ou pureza sexual ou autocontrole ou simplesmente piedade, as pessoas ficarão nervosas, tememos que outros nos chamem de legalista, ou pior, de fundamentalista.
3) Vivemos numa cultura do legal, e ser legal significa que você deve se diferenciar dos outros. Isso geralmente significa ir mais além em relação ao vocabulário, ao entretenimento, ao álcool, e à moda. É claro, santidade é muito mais que essas coisas, porém, num esforço de ser cool muitos cristãos descobriram que santidade não tem nada a ver com essas coisas. Eles aceitaram voluntariamente a liberdade cristã, mas não têm buscado sinceramente a virtude cristã.
4) Entre muitos cristãos liberais, uma busca radical pela santidade é frequentemente suspeita, porque qualquer conversa de comportamento certo ou errado parece farisaico e intolerante. Se devemos ser “irrepreensíveis e sem mácula”, é necessário distinguir entre os tipos de atitudes, ações e hábitos que são puros e os tipos que são impuros. Esse tipo de distinção te coloca em problemas com os fiscais do pluralismo.
5) Entre os cristãos conservadores, existe às vezes a noção errônea de que, se somos verdadeiramente centrados no Evangelho, não falaremos sobre regras ou imperativos ou exortaremos cristãos ao esforço moral. Para ser claro, existe um risco de ensino moralista por aí, mas algumas vezes, vamos ao outro extremo e agimos como se a Bíblia não falasse sobre moral. Estamos tão ansiosos em não confundir indicativos com imperativos (um argumento que defendi várias vezes) que, se não formos cuidadosos, nos livraremos de todos os imperativos. Tememos palavras como diligência, esforço e obediência. Diminuímos versos que nos chamam a por em ação a nossa salvação com temor e tremor (Fp 2.12) ou nos ordenam a nos purificar de tudo o que contamina o corpo e o espírito (2 Co 7.1) ou nos advertem mesmo contra qualquer menção de imoralidade entre os santos (Ef 5.3).
Descubro que você pode encontrar muitos jovens cristãos hoje que estão realmente empolgados em relação à justiça e serviço a nossas comunidades. Você pode encontrar cristãos inflamados quanto ao evangelismo. Você encontra muitos crentes das gerações XYZ apaixonados por uma teologia precisa. Sim e Amém para tudo isso. Mas onde estão os cristãos conhecidos por seu zelo pela santidade? Onde está a paixão correspondente por honrar a Cristo com uma obediência semelhante à Cristo? Precisamos de mais líderes cristãos em nossos campi, em nossas cidades, em nossos seminários, que dirão com Paulo: “Tenham cuidado com a maneira como vocês vivem” (Efésios 5.15)?
Qual foi a última vez que tomamos um verso como Efésios 5.4 – “Não haja obscenidade nem conversas tolas nem gracejos imorais, que são inconvenientes, mas, ao invés disso, ação de graças” – qual a última vez que pegamos um verso como esse e começamos a tentar aplicá-lo a nossas conversas, piadas, filmes, vídeos do Youtube, televisão ou compras? O fato é que se você ler as epístolas do Novo Testamento você encontrará poucos mandamentos explícitos para que evangelizemos e muitos poucos mandamentos que nos dizem para cuidarmos dos pobres em nossas comunidades, mas existem muitos e muitos versos no Novo Testamento que nos instruem, de uma forma ou outra, a ser santos como Deus é santo (por exemplo, 1 Pedro 1.13-16).
Não desejo denegrir qualquer outra ênfase bíblica que chama a atenção dos jovens evangélicos. Mas creio que Deus gostaria que fôssemos mais cuidadosos com nossos olhos, nossos ouvidos e nossa boca. Não é pietismo, legalismo, ou fundamentalismo levar a santidade a sério. É o caminho de todos aqueles que foram chamados para uma santa vocação por um Deus santo.
Tradução: Josia Jr.
Fonte: iPródigo
10 de abril de 2011
God Still God!!!
Fonte: Iprodrigo
6 de abril de 2011
Transformando sua leitura da Bíblia
Em um debate teológico com os PhDs religiosos de sua época, Jesus afirmou àqueles que alegavam ter Moisés como patriarca: “Se vocês cressem em Moisés, creriam em mim, pois ele escreveu a meu respeito” (João 5.46).
É assim que você lê o Antigo Testamento?
A teologia bíblica molda nossa leitura da Bíblia ao alinhá-la à leitura do próprio Jesus – a saber, a leitura da Palavra de Deus como boas novas historicamente fundamentadas a respeito da graça de Deus através do Filho de Deus para o povo de Deus, para a glória de Deus.
Posicione na grande história
As lentes da teologia bíblica nos treinam a posicionar qualquer passagem no escopo da história única. Essa maneira de ler a Bíblia alegremente reconhece os diversos gêneros na Escritura – narrativo, poético, profecia, cartas. Embora a Bíblia não sejauniforme, ela é unificada.
A teologia bíblica lê a Bíblia como um drama se desdobrando, tomando lugar no tempo e no espaço do mundo real, que culmina em um homem chamado Jesus – que disse que “tudo o que a meu respeito estava escrito na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos” – uma expressão para todo o Antigo Testamento – “era necessário que se cumprisse” (Lucas 24.44).
Alternativas para a abordagem da teologia Bíblica
De que outras maneiras podemos ler a Bíblia?
- A Abordagem Mina de Ouro – ler a Bíblia como uma mina vasta, cavernosa e sombria, onde ocasionalmente tropeça-se em uma pedra de inspiração. Resultado: leitura confusa.
- A Abordagem Heróica – ler a Bíblia como um hall da fama moral que dá um exemplo após outro de gigantes espirituais que devem ser imitados. Resultado: leitura desesperadora.
- A Abordagem das Regras – ler a Bíblia procurando mandamentos para obedecer a fim de sutilmente reforçar um sentimento de superioridade pessoal. Resultado: leitura farisaica.
- A Abordagem Artefato – ler a Bíblia como um documento antigo sobre eventos no Oriente Médio há algumas centenas de anos que são irrelevantes para minha vida hoje. Resultado: leitura chata.
- A Abordagem Manual de Instruções – ler a Bíblia como um mapa que me diz onde trabalhar, com quem casar e que xampu usar. Resultado: leitura ansiosa.
- A Abordagem Doutrinária – ler a Bíblia como um repositório teológico para sacar munição para meu próximo debate teológico na Starbucks. Resultado: leitura fria.
- Existe certa verdade em cada uma dessas abordagens. Mas tornar uma delas a lente predominante é transformar a Bíblia em um livro que ela nunca se propôs a ser. A abordagem da teologia bíblica entende a Bíblia em seus próprios termos – a saber, que “todas as promessas de Deus encontram seu ‘Sim’ em Jesus” (2 Coríntios 1.20). Resultado: leitura transformadora.
A teologia bíblica te convida a ler a Bíblia entendendo qualquer passagem dentro da narrativa central que culmina em Cristo. A Bíblia não é primariamente mandamentos com histórias de graça salpicadas. É primariamente uma história de graça com mandamentos espalhados nela.
E o que dizer das partes estranhas?
Algumas partes da Bíblia, é claro, parecem nada ter a ver com essa história de graça.
- Como, por exemplo, lemos registros obscuros do Antigo Testamento sobre reis israelitas perversos ou sacerdotes malignos? A resposta da perspectiva da teologia bíblica é essa: Lemos como histórias que gradualmente intensificam nosso desejo por um verdadeiro rei, um sacerdote final, que nos liderará como esses homens deveriam ter feito – verdadeiramente representando Deus para o povo (rei) e o povo para Deus (sacerdote).
- Como lemos genealogias? Como testemunhos da graça de Deus a indivíduos reais, levando as promessas de Deus em linhagens específicas de maneiras concretas, promessas que nunca falharam, e que, em última análise, encontram realização em Jesus.
- Como lemos Provérbios? Como boas novas de sábio auxílio de alguém para discípulos trôpegos como você e eu.
- Imagine cair de paraquedas no meio de um livro, lendo uma frase e tentando entender tudo o que essa frase diz sem posicioná-la no meio do romance como um todo. Isso confundiria o leitor, obscureceria o significado e insultaria o autor.
A Bíblia é o relato autobiográfico de Deus da sua missão pessoal de resgate para restaurar um mundo perdido por meio de seu Filho. Cada verso contribui com essa mensagem.
A Bíblia não é discurso motivacional. É Boa Notícia.
Dane Ortlund
Traduzido por Josaías Jr / Fonte: iPródigo