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26 de maio de 2010

Uma Espiritualidade de Aparência

Richard Sibbes (1577-1635)

Por que as pessoas dão tanta ênfase à religião exterior. Há sempre duas partes no culto a Deus, a interior e a exterior. O aspecto interior é um aspecto difícil para a carne e o sangue suportarem. Como no batismo há duas partes, a lavagem interior e a exterior, e o ouvir da Palavra envolve tanto a alma interior como o homem exterior submetendo-se a ouvir o que Deus diz, assim na Ceia do Senhor, há uma recepção exterior do pão e do vinho, e um ato interior de um pacto com Deus. Agora as pessoas valorizam demais o exterior, e pensam que Deus lhes deve alguma coisa por causa disso. Porém eles negligenciam o interior porque estão protegendo a sua própria concupiscência.

Mas, mais particularmente, o motivo está na natureza corrupta.

Primeiro, porque a parte exterior está à mostra e é fascinante aos olhos do mundo. Todos podem ver o sacramento sendo administrado, todos podem ver quando alguém vem e ouve a Palavra de Deus.

Segundo, as pessoas descansam no ritual exterior porque ele faz alguma coisa que anestesia a consciência, que reclamaria se não fizessem nada de religioso, ou se fossem ateus assumidos. Portanto, elas dizem: Ouviremos a palavra e desempenharemos coisas exteriores. Porém, são relutantes em investigar a essência da própria consciência, ficando apenas no nível das coisas exteriores. Essas e outras razões do mesmo tipo explicam o porquê de muitas pessoas freqüentarem apenas religiões de aparência.

Aplicação. Focalizemos essa tendência de enfatizar o exterior; sabemos que Deus não atenta ao exterior sem o interior. Mais do que isso, ele odeia isso. Se Deus pode desprezar a adoração que ele mesmo estabeleceu, quanto mais detestar os artifícios e cerimoniais vazios da própria trama do homem, construídos pelo homem para o próprio homem. A liturgia da religião papal, por exemplo, é apenas uma aparência sem proveito algum. Trabalham para distrair a atenção de Deus com suas obras. A doutrina deles é feita sob medida para a natureza corrupta do homem. Ensinam que o ministério do sacramento confere graça, não obstante o estado do coração da pessoa. Em seu sistema, os elementos em si conferem graça, como se a graça pudesse ser transmitida mediante uma substância sem vida. Todo o processo faz com que as pessoas dêem muita importância às coisas exteriores. Porém, nosso texto mostra que a parte exterior do batismo sem a interior é nada: "Não sendo a remoção da imundícia da carne, mas indagação de uma boa consciência para com Deus", diz Pedro.

Trabalhemos, portanto, em todo o serviço de Deus para concentrar nosso coração especialmente na parte espiritual. Como disse Samuel a Saul: "Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar, e o atender, melhor do que a gordura dos carneiros" (1 Sm 15.22). E Deus disse pelo profeta Oséias: "Pois misericórdia quero, e não sacrifício, e o conhecimento de Deus, mais que holocaustos" (Os 6.6). Muitos cristãos estão felizes por fazerem o exterior, que é apenas a parte fácil da religião.

Mas o que não é feito de coração, não é verdadeiro, porque "Deus é espírito; e importa que seus adoradores o adorem em espírito e em verdade" (Jo 4.24). Há um tipo de poder divino necessário em toda a adoração verdadeira que vai além de qualquer coisa que o homem exterior faça — ouvir a verdade divina; um poder divino é requerido para fazer com que a pessoas ouçam como deveriam (ICo 2.9-15). Da mesma maneira, na adoração, muito mais é exigido do que o homem exterior é capaz de dar. Há tanto forma como poder em todas as partes da religião. Não descansemos na forma, mas labutemos pelo poder.

Vejamos que tipo de pessoas eram aquelas de 2 Timóteo 3.5: "tendo forma de piedade, negando-lhe, entretanto, o poder". Paulo faz uma lista de pecados: eles eram "mais amigos dos prazeres que amigos de Deus". Apesar disso, essas pessoas queriam uma religião de aparência, embora negassem o seu poder.

Fonte:Josemar Bessa

21 de maio de 2010




imagem via: FishForPeople

20 de maio de 2010

Standing Firm - Movie Trailer



Foi pelo Twitter que conheci o site deste filme, e não podia deixar de divulgar o trailer por aqui, Standing Firm, ainda não sei qual será o nome no Brasil e se virá pra cá tb, bom ele estréia dia 24 de agosto em DVD.
Agora vamos torcer pra chegar logo por aqui....
Pra conhecer mais entre no site no filme "Standing Firm Movie"

Fazer Amor - Gary Chapman

Amor é amor, sexo é sexo. Muitas pessoas pensam assim hoje em dia. Outro pensamento muito comum é o de que homens fazem sexo e mulheres fazem amor, uma brincadeira que encobre algumas verdades sobre as diferenças entre os dois.

Ao longo da história da humanidade, o amor e o sexo sempre estiveram relacionados. No entanto, na cultura contemporânea, amor e sexo se transformaram em sinônimos. Vê-se crescer uma geração de jovens que banaliza o ato sexual, tratando-o como um mero momento de prazer e satisfação pessoal, sem a necessidade de um vínculo ou compromisso com a outra pessoa. Amor, então, está totalmente fora de questão. Há sim exceções, mas este é o pensamento que permeia nossa sociedade atual, o que era inaceitável há 30, 50, 100 anos atrás.

Os conceitos da sociedade podem mudar com o passar dos anos, mas os princípios de Deus permanecem os mesmos também nesta área. De acordo com os preceitos bíblicos, o sexo foi criado por Deus para ser experimentado dentro do casamento, como o ato que consuma o amor entre um homem e uma mulher.

Em seu novo livro, Gary Chapman traz à tona esta questão, enfocando o sexo dentro do casamento. Não são raros os casos de homens e mulheres insatisfeitos sexualmente ou com outros problemas nesta área. Se você deseja satisfação sexual cada vez maior, deve primeiro aprender a amar e é isso que Chapman ensina em Fazer amor. Ele mostra aos casais que o sexo, quando resultante do amor, torna-se mais do que uma experiência emocional e prazerosa, ele constitui fator de união e de realização pessoal entre duas pessoas.

Com experiência de mais de 30 anos como conselheiro de casais e famílias, Gary Chapman
apresenta os diversos aspectos que envolvem o amor entre um casal e como ele deve ser vivenciado dentro do casamento para que homem e mulher sejam plenamente satisfeitos em suas necessidades e desejos.
Fazer amor é um livro para ser lido a dois, embaixo do lençol!
 
Fonte: Mundo Cristão
 
 
Para comprar o livro: Mundo Cristão

17 de maio de 2010

Mulher Virtuosa - Paul Washer

A Doutrina de Jezabel!!!!


Por David Wilkerson
janeiro de 1988


Eu poderia colocar como subtítulo desta mensagem “O Perigo de Ser Seduzido pela Falsa Doutrina”. Leia Apocalipse 2:18-19 e você verá que o próprio Cristo advertiu a igreja contra a doutrina de Jezabel. “Mas tenho contra ti que toleras a Jezabel, mulher que se diz profetisa. Com o seu ensino ela engana os meus servos, seduzindo-os a se prostituírem e a comerem das coisas sacrificadas aos ídolos” (Apocalipse 2:20). A palavra grega aqui traduzida por Jezabel é sinônima de falso mestre. Ela representa claramente falsas doutrinas. Jesus esclarece o assunto, continuando “...a todos que não têm esta doutrina...” (Apocalipse 2:24).


Aqui está um grupo do povo de Deus, cheio de boas obras e caridade, tendo um tipo de fé e de paciência. Mas o olhar de Jesus aparece no meio deles, fulgurante como chamas de fogo. Mesmo com tudo de bom e recomendável, existe algo muito perigoso acontecendo, algo tão sedutor que Cristo avisa que enviará juízo e fará deles exemplo para todas as igrejas. Alguns membros da igreja estavam a serviço de Satanás. Suas boas obras, caridade, serviço, fé e paciência ficavam obscurecidas pela sedução de uma falsa doutrina. Estavam encantados por um ensinamento falso, disfarçado em verdadeira Palavra, mas que na realidade era mal.


A Sedução dos Servos de Deus

Cristo diz: “meus servos” estão sendo seduzidos, isto é, os ministros. Chegamos à essa perigosa situação sobre a qual Cristo avisou. Há multidões de pastores, mestres e evangelistas inteiramente sob o encanto sedutor da doutrina de Jezabel. Estes mestres seduzidos, por sua vez estão produzindo “filhos da sedução”. Ensinam a prostituição e o consumo de alimento dos ídolos - isto é prostituição espiritual. É comer o alimento demoníaco de doutrinas que justificam o pecado.

Quero dizer de maneira que não reste nenhuma dúvida, que é perigoso dar ouvidos a ensinos errôneos. A falsa doutrina pode condená-lo ao inferno mais rapidamente do que todas as paixões ou pecados da carne. Os falsos pregadores e mestres estão mandando mais gente para o inferno do que todos os traficantes de drogas, gigolôs e prostitutas juntos. Não acho que esta seja uma afirmativa exagerada - creio nisto. Multidões de cristãos cegos, mal conduzidos, estão cantando e louvando ao Senhor em igrejas escravizadas pela falsa doutrina. Milhares sentam-se para ouvir mestres que estão pregando a doutrina de demônios - e ainda saem dizendo: “Não é uma maravilha?”

Cristo não considera esta questão de maneira superficial. Seus olhos estão novamente penetrando a igreja, e Ele vem para advertir, expor e salvar o Seu povo e Seus servos desta terrível sedução. Seria bom que levássemos este assunto a sério. É sério saber que igreja se está frequentando. É sério saber a quem você está dando ouvidos. É sério saber o ensinamento que seu coração está recebendo.

O povo de Deus está se vendendo em liquidação a Satanás por todos os lados ao se entregar nas mãos de falsos mestres e traficantes de falsas doutrinas. Vender-se em liquidação à Satanás nos traz à mente a visão de viciados consumados, alcoólatras, prostitutas afligidas pela AIDS, e por ateus que odeiam a Deus. Não. Está acontecendo na igreja, em convenções e reuniões evangélicas e em grandes seminários de ensino.

A marca do cristão seduzido é ser “levado para todos os lados” buscando alguma doutrina nova, diferente, estranha. A Bíblia adverte: “Não vos deixeis envolver por doutrinas várias e estranhas” (Hebreus 13:9). Não se deixe conduzir de lá para cá, de um lado para o outro. Não nos referimos aqui àquelas vezes em que o crente amadurecido vai à uma outra igreja, que não a sua, para ouvir um verdadeiro homem de Deus pregar a Cristo e o arrepedimento. Referimo-nos aqui a correr de um lugar para outro, de seminário para convenção, de uma igreja para outra, de reunião de milagre para reunião de cura, não tendo raízes. Seus ouvidos estão sempre em comichão para ouvir algo novo, algo sensacional, algo que entretém, algo agradável à carne.

Nós os encontramos na Igreja de Times Square - forasteiros, ervas humanas, cavalgando ventos de doutrinas. Este tipo acaba não retornando porque nos recusamos a coçar ouvidos que têm comichão. Eles desejam ser adulados, e não reprovados. Assim correm de volta aos seus mestres - os suavizadores, os felizes adeptos do pensamento positivo. Eles lembram os atenienses que “de nenhuma outra coisa se ocupavam, senão de dizer e ouvir a última novidade” (Atos 17:21). Paulo avisou a Timóteo “que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão de mestres segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos” (2 Timóteo 4:3).


A Doutrina de Cristo

A marca do crente maduro é a recusa em ser “levado ao redor por todo vento de doutrina” (Efésios 4:14). Tais crentes não são manipulados por nenhum mestre. Não têm necessidade de correr de um lado para o outro porque estão crescendo em Cristo. Estão se banqueteando em pastos verdejantes. Circuncidaram os ouvidos, e avaliam cada mestre, cada doutrina, segundo o padrão de santidade de Cristo. Podem discernir todas as falsas doutrinas e repelem todos os ensinos estranhos, novos. Eles aprenderam Cristo. Não ficam presos à música, aos amigos, às personalidades marcantes ou aos milagres, mas à fome pela Palavra pura.

Só existem duas doutrinas. A doutrina de Cristo e a doutrina de Jezabel. Paulo diz: “...a fim de ornarem, em todas as cousas, a doutrina de Deus, nosso Salvador” (Tito 2:10). Qual é a doutrina de Cristo? A graça de Deus ensina-nos que negando a impiedade e as paixões mundanas, devemos viver sóbria, reta e piedosamente, no presente mundo (v. Tito 2: 11-12). A doutrina de Cristo moldará você à imagem de Cristo. Ela trará à luz todo pecado oculto e todo desejo mau.

Será que o seu mestre o repreende com autoridade, falando e exortando-o a abandonar o pecado e a deitar por terra todos os ídolos como lhe é instruido em Tito 2? Você está aprendendo a odiar o pecado de forma veemente? Ou você ainda sai da igreja não convencido de culpa? Você consegue desapegar-se dos pecados de estimação? A mensagem da doutrina de Cristo é: “Purifiquemo-nos de toda impureza, tanto da carne como do espírito, aperfeiçoando a nossa santidade no temor de Deus” (2 Coríntios 7:1).

Muitos nos escrevem dizendo: “Nosso pastor vive dizendo, ‘Não estou aqui para pregar contra o pecado; estou aqui para exaltar a Jesus.” Ou, ‘Nenhuma pregação condenatória sairá deste púlpito - estou aqui para remover o medo e a depressão do meu povo’” Mesmo entre os pastores pentecostais há dois extremos. Alguns berram um evangelho duro e legalista sem amor, de obras; enquanto outros pregam contra o pecado de uma forma acovardada, deixando do jeito que era antes da mensagem. Falso amor e lágrimas de crocodilo.

A doutrina de Cristo é uma doutrina de piedade e de santidade. “Se alguém ensina outra doutrina e não concorda com as sãs palavras de nosso Senhor Jesus Cristo e com o ensino segundo a piedade, é enfatuado, nada entende, mas tem mania por questões e contendas de palavras, de que nascem inveja, provocação, difamações, suspeitas malignas” (I Tim. 6:3-4). Alguns dizem: “Meu mestre fala a respeito de santidade”. Mas não me refiro a simplesmente usar as palavras “santo” e “piedoso”; refiro-me a pregar isso com toda a autoridade. A pregação da doutrina de Cristo traz bênção, fortalece e incentiva você, mas também ela o condena tão profundamente, que você não consegue sentar-se para ouvi-la, e ainda continuar apegado a um pecado secreto.


8 de maio de 2010




imagem via: Pretty.Little.World

2 de maio de 2010

"Desventurado Homem que Sou!"

Existem alguns crentes professos que falam sobre si mesmos em termos de admiração. Todavia, em meu íntimo, detesto mais e mais esses discursos, a cada dia que eu vivo. Aqueles que falam dessa maneira arrogante devem possuir uma natureza muito diferente da minha. Enquanto eles estão congratulando a si mesmos, tenho de me prostrar aos pés da cruz de Cristo e admirar-me de que estou salvo, pois sei que fui salvo. Tenho de admirar-me de não crer mais profundamente em Cristo e de que sou privilegiado por crer nEle. Tenho de admirar-me de não amá-Lo mais profundamente, mas igualmente devo admirar-me até de que O amo de alguma maneira. Devo admirar-me de não possuir mais santidade e admirar- me, igualmente, de que eu tenho algum desejo de ser santo, levando em conta quão corrompida, degenerada e depravada natureza eu ainda encontro em minha alma, apesar de tudo o que a graça de Deus tem feito em mim. Se Deus permitisse que as fontes do grande abismo da depravação se rompessem nos melhores homens que vivem neste mundo, eles se tornariam demônios tão maus como o próprio diabo. Não me importo com o que dizem esses vangloriosos a respeito de suas próprias perfeições. Estou certo de que eles não conhecem a si mesmos; se conhecessem, não falariam como freqüentemente o fazem. Mesmo no crente que está mais próximo do céu existe combustível suficiente para acender outro inferno, se Deus tão somente permitisse que uma chama caísse sobre ele. Alguns crentes parecem que nunca descobrem isto. Eu quase desejo que eles nunca o descubram, pois esta é uma descoberta dolorosa para qualquer um fazer; mas ela tem o efeito benéfico de fazer que paremos de confiar em nós mesmos e de nos levar a nos gloriarmos somente no Senhor.

Charles H. Spurgeon


Fonte: Marcados para Impactar